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Urano (ウ ラ ノ ス, Uranosu?) fora a divindade grega que personificava o céu e também um dos Primordiais - os primeiros seres que surgiram do vazio do Caos. Ele era irmão e o marido de Gaia, tendo sido o primeiro soberano supremo dos deuses após a formação do universo, além de também ser um dos Quatro Grandes Deuses (四大神々, Shidai Kamigami). De sua união com a Terra, ele gerou o Clã dos Titãs com ela antes de ser destronado e morto por seu filho, Cronos.

Etimologia

Na mitologia grega, Urano (em grego antigo Ουρανός, transl. Ouranos, lit. "céu" ou "firmamento", latinizado como Uranus) fora a personificação primordial do céu. Ele era filho e marido de Gaia, a Mãe Terra, os tornando, respectivamente, os ancestrais da maioria dos deuses gregos. Todavia, nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu nos tempos clássicos, sendo que a divindade não aparece entre os temas habituais da cerâmica pintada grega. Segundo Hesíodo, Urano veio todas as noites para cobrir a terra e acasalar com Gaia, no entanto, ele viria a odiar os filhos que ela lhe deu.

Urano teve vários filhos (e irmãs), entre os quais os Hecatônquiros, os Ciclopes e os doze Titãs. Porque ele odiava seus filhos, ele atirou os que considerou imperfeitos nas profundezas do Tártaro, enquanto aos Titãs, eles os mantinha presos no interior de Gaia, a Terra. Esta então instigou seus filhos a se revoltarem contra o pai. Cronos, o mais jovem, assumiu a liderança da luta contra Urano e, usando uma foice oferecida por Gaia, castrou seu pai e jogou seus testículos ao mar. Formou-se uma espuma, da qual brotou Afrodite, a deusa do amor. Do sangue de Urano que caiu sobre a terra com sua morte, nasceram os Gigantes, as Erínias, as Fúrias e as Melíades.

Características

Personalidade

Urano é definido como uma divindade tirana, arrogante e perfeccionista, que amava apenas a si mesmo bem como não reconhecia nenhum outro deus além dele próprio, sendo inclusive faminto por poder. Ele também fora um ser egoísta, pomposo e cruel, cujo temperamento feroz, devido ao seu poder supremo, fazia com que nenhum dos outros Primordiais ousasse desafiá-lo. O deus também fora apontado ser rancoroso e injusto, punindo ferozmente aqueles que se opunham a ele.[1]

Urano banindo os Hecatônquiros e os Ciclopes para o Tártaro

Urano banindo os Hecatônquiros e os Ciclopes para o Tártaro.

Ele também era um pai terrível e não se importava com os filhos. Ele lançou os Hecatônquiros e os Ciclopes ao Tártaro meramente por não gostar da aparência deles e vê-los como inferiores a ele. Da mesma forma, ele ignorou completamente os Titãs. Embora amasse Gaia, Urano era um péssimo marido, nem se importando com os sentimentos dela ao ter se livrado de seus primeiros filhos. No geral, fora graças a essa natureza infamemente cruel com sua própria família que selou seu destino. Ironicamente, seu filho Cronos acabaria por herdar sua infame crueldade e mau humor, principalmente sua arrogância em se ver como o único deus supremo existente na regência do universo.

Aparência

Urano aparência

Urano diante de seu filho Cronos.

Urano fora representado como um deus alto, de corpo atlético, pele clara e com cabelos juntamente com suas barbas também da mesma cor. Referente a sua vestimenta, ele cobria seu corpo com uma longa túnica grega de gola grossa peluda presa sob um conjunto de cintos de couro justos que envolviam completamente seu abdome, usava um capacete de guerra na cabeça com um design fácil próximo ao semblante humano e calçavas botas de combate. Em seus antebraços, ele usava manoplas de ferro e couro com bocais peludos. Urano também pareceu usar um grande colar de contas assimétrico com jóias sobre sua túnica e outras partes do corpo, como no abdome e pulsos, além de outros acessórios em seus dedos entre outros detalhes.

História

Era da Criação

Nascimento e Primeiros Dias

A criação de Urano

O surgimento de Urano diante de Gaia.

Urano, o protógenos do céu, surgiu juntamente com Gaia e Pontos, os protógenos da terra e dos oceanos, respectivamente, logo após serem estabelecidos pela Grande Vontade do Caos que se espalhou pelo universo.[2] Com o tempo, Urano e Gaia se tornaram um casal e consortes. Ele então criou as montanhas, nuvens e rios além das primeiras fontes de vida, sendo que com sua esposa, gerou os primeiros deuses descendentes dos Primordiais. Em torno desta época, Urano fora a primeira divindade a disputar e tomar o domínio completo do universo, reinando sobre os outros deuses e seres vivos. Pouco tempo depois, da sua união com a Terra, nasceram os Hecatônquiros e os Ciclopes.

Todavia, Urano não se importava com seus filhos. Na verdade, ele os odiava, especialmente porque não pareciam normais acima de tudo. Eles eram feios em sua opinião perfeccionista e como queria que se fossem, Urano os baniu para as profundezas do Tártaro. Algum tempo depois, ele teria com Gaia os doze Titãs, aos quais, assim como seus primeiros filhos, igualmente os odiava, no entanto, Urano não se livrou deles. Só que devido ao seu narcisismo e obsessão pelo poder, ele até se recusou a reconhecer a força de seus filhos remanescentes, um erro que lhe custaria a vida no futuro.

Queda

CronosdestronandoUrano

Cronos destronando Urano.

Gaia, furiosa com a conduta de Urano para com seus filhos, começou a conspirar para derrubá-lo, forjando doze armas poderosas capazes de tirar a vida dos deuses. Reunindo então seus filhos remanescentes, ela lhes pediu para que um deles as empunhassem para matar Urano e libertar seus irmãos. Os Titãs, todavia, estavam com medo de seu pai depois que ele jogou os Hecatônquiros e os Ciclopes facilmente no Tártaro e, embora o detestassem, ainda estavam relutantes em matá-lo. Foi então que o mais novo dos titãs, Cronos, se ofereceu, como queria mostrar sua bravura aos outros. Como a traição ainda não havia ocorrido, Urano não estava alheio aos planos de sua esposa. Gaia então atraiu o deus até a terra, onde fora confrontado por Cronos, que empunhando a foice Megas Drepanon, desafiou seu pai em uma batalha feroz ao qual, no final, prevaleceu. Antes de ser destruído, Urano amaldiçoou Cronos, afirmando que seu filho mais novo viria derrubá-lo, assim como havia feito com ele.[1]

Influência

Apesar da queda de Urano parecer significar o fim da tirania divina no universo, ironicamente, Cronos acabaria se tornando tão tirano quanto seu pai como novo regente dos deuses, dado que, embora primeiramente não acreditou no que Urano lhe profetizara sobre sua futura queda, mais tarde, o titã ficaria com medo da maldição, tratando seus futuros filhos, os primeiros Deuses Olímpicos, da mesma forma tirana e cruel que seu pai fazia. No final, as palavras de Urano acabariam por se tornar verdadeiras e se estenderiam para seus outros filhos, como seu neto mais novo, Zeus, derrubaria Cronos e todos seus irmãos com ele.

Habilidades

Como o Rei do Primordiais e a encarnação dos céus, Urano foi uma das entidades divinas mais poderosas da série. Dado a sua posição como o primeiro regente divino supremo do universo, ele supostamente tinha níveis extremos de poder muito superior à de qualquer um dos olimpianos, gigantes ou titãs. Seu poder também excede o de qualquer um dos seus irmãos primordiais, já que ele era o governante deles. Mesmo Gaia não ousou atacá-lo sem ajuda de seus filhos. Também foi visto que antes de Cronos, ninguém se atrevia a se opor a ele.

Capacidades

  • Urano tirania

    Urano acorrentando seu primeiros filhos antes de jogá-los no Tártaro.

    Domínio do Cosmo: Como uma divindade, Urano usa o cosmo como sua fonte de energia e por ser um deus primordial que personificava do céu, seu nível de controle era, presumidamente, ainda mais refinado e superior se comparado aos das demais divindades, mesmo entre seus irmãos. Do mesmo modo, seus níveis de poder cósmico são, provavelmente, quase imensuráveis.
  • Domínio do Nono Sentido: Por ser um deus, Urano detinha o controle da Suprema Virtude. No entanto, por ser uma divindade primordial surgida da Grande Vontade do Caos, Urano detinha um domínio absoluto nesta província, ainda mais superior se comparado entre seus irmãos, como ele fora o primeiro deus a tomar sob controle todo o universo após seu total estabelecimento.[2][1] No Episódio G, é aludido que Urano detinha acesso tanto do Dunamis quanto o Eskatos Dunamis, que representam o "Cosmo da Criação" (創造のコスモ, Sōzō no Kosumo) e o "Poder Absoluto" (太極, Taikyoku) respectivamente.
  • Imortalidade: Como um dos primeiros seres divinos a surgirem na existência, Urano era quase completamente invulnerável a qualquer maneira que tentasse destruir sua forma física ou espiritual. Apenas a foice Megas Drepanon, a arma mais poderosa da existência criada por Gaia, fora capaz de feri-lo e efetivamente matá-lo.
  • Aptidão Física: Embora suas proezas físicas sejam altamente desconhecidas, Urano é presumidamente muito forte fisicamente, como facilmente lançou os Hecatônquiros e os Ciclopes no Tártaro. Ele também fora capaz de aumentar seu tamanho a níveis gigantescos conforme sua vontade e lutar de forma feroz contra Cronos.
  • Domínio da Criação e Destruição: Devido a seu controle sobre o nono sentido, Urano fora capaz de gerar as primeiras fontes de vida na Terra e com Gaia, gerou entidades e seres divinos poderosos. Da mesma forma, Urano tem níveis extremos de poder sobre a destruição que superavam até mesmo os de seus outros irmãos Primordiais, embora ele fosse incapaz de realmente matar imortais. Em todo caso, o fato de Cronos temer pela ira de Urano sobre todos os Titãs e em Gaia caso seu assassinato falhasse, indicam que seu poder aterrador poderia deixá-los longamente incapacitados.
  • Urano poder

    Urano criando as montanhas, nuvens e os rios.

    Domínio dos Elementos: Como a personificação dos céus, é presumido que Urano tivesse tanto o controle absoluto quanto autoridade divina sobre o clima e o ar. Ele poderia usar a escuridão do céu noturno para gerar correntes pretas extremamente duráveis, com as quais ele acorrentou seus filhos Hecatônquiros e Ciclopes antes de arremessá-los nas profundezas do Tártaro. Urano também fora capaz de criar as montanhas e os rios no mundo, mostrando que ele tinha poder sobre a água e a terra.
  • Estilo de Luta: Embora suas competências em combate sejam altamente desconhecidas, o fato de Urano ter sido visto segurando uma grande espada, é presumido que ele fosse um hábil esgrimista.

Frases

Cronos! Assim como eu fui assassinado pelo meu próprio filho ... Então você será assassinado pelo seu!

Últimas palavras de Urano, para Cronos.

Curiosidades

  • O sétimo planeta do sistema solar, Urano, é nomeado em homenagem a divindade. O mesmo vale para o elemento químico Urânio. Isso também se aplica a Uranofobia (medo do céu) e a palavra francesa "Cielo" (que significa "céu") que é derivada do nome latino de Urano, "Caelus", que é seu equivalente romano.
  • No Episódio G, Urano é declarado erroneamente como sendo filho de Gaia ao invés do Caos, como o Hipermito descreve.
  • Em The Lost Canvas, um dos templos localizados na pintura no céu feita pelo hospedeiro de Hades é dedicado a Urano.
  • Dado a declaração de Saturno sobre os grandes deuses serem imortais e quando suas formas são destruídas, eles são no máximo incapacitados por um período de tempo, não se sabe se Urano realmente morreu ao ter sua forma física destruída.[3]

Referências Bibliográficas e Notas

  1. 1,0 1,1 1,2 Saint Seiya: Episódio G
  2. 2,0 2,1 Hipermito
  3. Os Cavaleiros do Zodíaco: Ômega
Divindades
Deuses Primordiais
(Episódio G)
Urano (o Céu) • Pontos (o Mar) • Érebo (a Escuridão) • Eros (o Amor) • Gaia (a Terra)
Deuses Olímpicos ZeusPoseidonHadesAtenaApoloÁrtemisAresHermesAfrodite
Clã dos Titãs
(Episódio G)
CronosHyperionCéosIapetoCréosOceanoRéiaTêmisMnemôsineTéiaTétisFebePrometeu
Clã dos Gigas
(Episódio G)
LyaxPhloxAnemosBronteSpateZugilosHoplismaDrakonThêr
Deuses dos Sonhos
(The Lost Canvas)
OneirosMorfeuFântasoÍceloFobetor
Panteão Egípcio
(Episódio G)
AnubisApófis
Panteão Celta
(The Lost Canvas)
LugBalorEthlinn
Panteão Asteca
(The Lost Canvas)
TezcatlipocaQuetzalcóatl
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